Monitoras de creches não chegam a acordo com Prefeitura e greve pode ser deflagrada

quinta-feira, 9 maio, 2013

Duas reuniões foram realizadas nesta quarta-feira. Prefeitura alega que aumento é impossível

 

Itu – Após duas tentativas de acordo sem nenhuma solução, monitores e auxiliares das creches ituanas podem entrar em greve a qualquer momento. A paralisação, que já vinha sendo articulada há duas semanas, teve como último capítulo uma reunião que terminou no início da noite de ontem (8) no Sismi (sindicato da categoria).A decisão foi tomada após a Prefeitura se posicionar contra as reivindicações da categoria.

Na manhã de ontem, as monitoras e auxiliares das creches participaram de uma reunião com o prefeito Antônio Tuize, vice-prefeito Neto Beluci, secretário de Finanças Valfrido Carotti, presidente do Sismi Flamínio Leme e a secretária de Educação Marilda Cortijo para discutirem melhores condições de trabalho para a categoria, que reclama das ferramentas precárias de trabalho, além do baixo salário, que segundo elas, são incompatíveis com a nova realidade das creches municipais.

Segundo informações apuradas pelo JP, os salários da categoria são os seguintes: R$ 690 (auxiliares) e R$ 714 (monitores sem formação) e R$ 946 (monitor com formação). A alegação dos trabalhadores é que o número de crianças por sala dobrou, existe ainda falta de funcionários e material de trabalho.

Durante a reunião, o prefeito alegou a impossibilidade do aumento salarial para R$ 1 mil, valor reivindicado pelas monitoras, usando como argumento o reajuste recente que a categoria recebeu (8,288%).
A única representante do Legislativo que se dispôs a participar da reunião, vereadora Balbina de Paula Leite, foi proibida de acompanhar a conversa.

Nova reunião:
Logo após o encontro ocorrido na Prefeitura, no qual não houve acordo, o presidente do Sismi convidou as monitoras para uma nova reunião, no final da tarde, no sindicato.

Com a presença de 75 servidores, a reunião informativa definiu os novos rumos que serão tomados. “Com todos falando a mesma língua, iremos acionar o Jurídico para que sejam feitos os procedimentos legais dessa greve; mandando uma notificação para a prefeitura e a partir de então assumindo a postura de paralisação”, disse o presidente do sindicato, Flamínio Leme.
Durante cerca de uma hora e meia, os funcionários debateram os problemas e se revoltaram com a postura da Prefeitura sobre a situação. “Tentamos dar outras opções como, por exemplo, oferecer um plano de carreira, cursos de formação, mas nada adiantou. Como se não bastasse ainda fomos comparadas aos ‘tapas buracos’ da cidade que, segundo ele (prefeito), ganham o mesmo tanto e se aumentarem para nós terão que aumentar para todos. Mas espera aí, não desmerecendo o trabalho dos colegas, mas nós cuidados de gente, ajudamos na educação dessas crianças”, indignou-se uma das monitoras.

Além disso, as servidoras alegam que uma paralisação geral afetará o trabalho da Prefeitura. “A maior arma que temos é a nossa mão de obra, a hora que não tiver ninguém trabalhando nas creches quero ver o que vão fazer!”, contestou outra monitora.
Questionada pela reportagem do PERISCÓPIO sobre o assunto, a Prefeitura disse não considerar a possibilidade de greve e afirma que se isso ocorrer tomará as providências cabíveis legalmente.

Ao final da reunião no Sismi, o presidente do sindicato definiu que nesta quinta-feira (9), às 19h, uma nova reunião, desta vez com a presença do departamento jurídico da sindicância, será realizada para que o caso tenha prosseguimento de acordo com as leis.

 

fonte Jornal do Povo

por Delso Costa

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