Cidade de Itú, auxiliares se mobilizam.

Monitores e Auxiliares das creches municipais ameaçam entrar em greve

segunda-feira, 6 maio, 2013

Funcionários reivindicam melhores salários. Assunto será discutido nesta segunda-feira pelos vereadores

Itu – No final da tarde da última sexta-feira (26), Monitores e Auxiliares das creches municipais de Itu se reuniram em frente ao cemitério municipal para discutirem a necessidade de estrutura, funcionários e aumento salarial para a categoria.

Dezenas de pessoas foram até o local, dispostas a entrar em greve caso suas reivindicações não sejam acatadas pelo poder público. Segundo as manifestantes, no início de março foi levado à secretária de educação da cidade, Marilda Cortijo, um abaixo assinado com quase 200 assinaturas pedindo melhorias nas creches que estão super lotadas. “Cada sala hoje tem em média 25 alunos para duas pessoas (monitora e auxiliar), quando o certo era atender até 14 crianças. Falta funcionário, falta ferramentas de trabalho. Para terem ideia, não temos luvas para dar banho nas crianças, chegam a dormir três crianças por colchão, muitas monitoras estão com problemas nas costas de levantar elas para o banho, pois não tem uma escadinha para que subam”, disse uma das manifestantes.
Outra monitora, que pediu para não ser identificada, explicou que o objetivo não é entrar em greve, porém se não melhorarem as condições de trabalho não terão outra alternativa. “Ao contrário do que foi dito, somos sim unidas a ponto de deixar de fazer horário de almoço ou até mesmo fazer dez horas de trabalho para não sobrecarregar ainda mais a outra. Mas não é justo. Nas cidades vizinhas o salário é melhor, aqui recebemos o salário mínimo (R$ 678) para trabalhar das 7h às 17h, as condições de trabalho são melhores e aqui estamos perdendo muitas companheiras que acabam indo trabalhar em outras creches da região. Os pais estão reclamando e com toda razão, fazemos o que é possível mas precisamos de reconhecimento. As creches estão caindo aos pedaços, com goteiras e rachaduras. Num primeiro momento queremos negociar, não vamos causar tumulto mas se não facilitarem isso, iremos sim entrar em greve”, afirma a monitora.

Segundo os funcionários, nesta segunda-feira (6) será apresentado em plenário um projeto para que o município acate as solicitações da categoria e a greve acontecer ou não vai depender da escolha e agilidade dos vereadores. Eles alegam que procuraram a vereadora Balbina de Paula Santos para que a mesma seja a porta voz do grupo. “Estamos cansados de fazerem vistas grossas para a situação que estamos vivendo. Se não resolverem isso iremos parar. Entrar em greve vai depender do que for aprovado na câmara. Sabemos que a maioria é favor ao governo, mesmo assim contamos com o bom senso dessas pessoas. Não havíamos feito isso ainda, pois acreditávamos que algo seria feito, mas foram só promessas de campanha”, explica outra manifestante.

Câmara:
A reportagem do JP entrou em contato com a vereadora Balbina de Paula Santos (PMDB) que confirmou estar levando o assunto a plenário na sessão desta segunda-feira (6). “Recebi um requerimento dessas monitoras para que abordasse o assunto junto aos vereadores em nome delas. Portanto, vou apresentar inclusive o abaixo-assinado que elas fizeram e pretendo sensibilizar os vereadores sobre a importância da criação de um piso de R$ 1 mil para essas profissionais”.

fonte: Jornal do Povo  –  Itu

por Delso Costa

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