PROINFANTIL, A QUEM SE DESTINA ???

De acordo com o MEC: “O Proinfantil é um curso em nível médio, a distância, na modalidade Normal. Destina-se aos professores da educação infantil em exercício nas creches e pré-escolas das redes públicas – municipais e estaduais – e da rede privada sem fins lucrativos – comunitárias, filantrópicas ou confessionais – conveniadas ou não. O curso, com duração de dois anos, tem o objetivo de valorizar o magistério e oferecer condições de crescimento profissional ao professor”.

Como já deixamos claro aqui neste blog, através dos documentos Política Nacional da Educação Infantil, Parâmetros Nacionais para Educação Infantil e Revista Criança, que o MEC considera professores os chamados auxiliares de creche, entre outras denominações. Destacamos um trecho de uma matéria, retirada da internet, onde fica evidente que os professores que cuidam das crianças têm que ir além.

O curso sobre trabalho com bebês mostrará aos formadores que os professores podem fazer mais que atender às necessidades básicas das crianças, como alimentar, trocar ou fazê-las adormecer. Os instrutores ensinarão aos formadores como identificar a linguagem dos bebês, a partir de seus gestos, olhares e sons e, assim, a se comunicar com eles. Criar brincadeiras em frente ao espelho, com bolas e caixas, repetir palavras, nomear ações dos bebês e dar respostas que confirmem seus gestos fazem parte do método. A formadora Marilu Costa veio de Porto Velho para participar do curso. “Tem professores que ficam desesperados porque não sabem lidar com bebês. A impressão é que basta cuidar deles, mas de maneira desvinculada do educar”, destacou”. Veja a matéria:

http://www.seduc.mt.gov.br/conteudo.php?pageNum_Outras=332&sid=20&cid=6679&parent=20&totalRows_Outras=6658

Veja o que a Prefeitura de São Simão-GO tem a dizer sobre quem se destina o PROINFANTIL:

“De acordo com o Programa as propostas pedagógicas de Educação Infantil de 0 a 6 anos devem ser concebidas, desenvolvidas, supervisionadas e avaliadas por educadores com no mínimo o curso médio de formação de professores, uma vez que este profissional deixa de ser babá, pajem, banhista, monitor, para ser reconhecido merecidamente como professor”. Confiram a matéria na integra:

http://www.saosimao.go.gov.br/noticias/2005/08/200508201015/index.htm

Vejam que a Prefeitura de Ribeirão Neves-MG também foi clara ao dizer que o público alvo do Proinfantil são os que atuam como monitores.http://blig.ig.com.br/patriciaprofessora10/2009/08/24/proinfantil-e-realidade-em-neves/

Em Resende-RJ, a Prefeitura também informou que o Proinfantil se destina aos monitores de creche. http://www.resende.rj.gov.br/page/noticias_detalhe.asp?cod=3042

Já em Angra dos Reis quem cursa o Proinfantil somos nós, auxiliares de recreação e berçário. http://www.angra.rj.gov.br/asp/gpr/sig_noti_indice.asp?vid_noticia=4202

Não há dúvidas que os professores leigos que atuam na educação infantil são justamente aqueles chamados de babás, pajens, auxiliares, monitores, recreadores, etc. E que sua formação é indispensável para o desenvolvimento pleno das crianças.

 

por Delso Costa

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5 Responses to PROINFANTIL, A QUEM SE DESTINA ???

  1. Antonio F A da Silva disse:

    CARTA ABERTA À SOCIEDADE
    Nós, Agentes Auxiliares de Creche, trazemos por meio desta Carta Aberta à Sociedade, o conhecimento das dificuldades que enfrentamos no dia-a-dia em relação ao cumprimento de nossas atribuições e na promoção do bem estar das crianças matriculadas na educação Infantil, nas creches do Município do Rio de Janeiro, que permanecem sob nossa guarda no período de oito a dez horas, diariamente.
    Prestamos concurso para o cargo Agente Auxiliar de Creche da Cidade do Rio de Janeiro, em que o nível de escolaridade exigido para o concurso foi o nível fundamental. O edital conjunto SME/SMA Nº. 08, de 24 de julho de 2007 do concurso relatava que em nossas atribuições básicas ou específicas, teríamos que participar com e auxiliar o “educador” nas atividades das rotinas diárias.
    O que encontramos como realidade é bem diferente da redação de nossas atribuições inerentes ao cargo para o qual prestamos concurso. Na prática, não temos a presença do educador em sala e o número de agente auxiliar de creche por turma não corresponde a real necessidade de 25 crianças. Que precisam de apoio em sua higiene básica; serem protegidas para que não sofram acidentes e orientadas pedagogicamente para o seu perfeito desenvolvimento psicofísico.
    Várias são as possibilidades de pequenos acidentes acontecerem diariamente, por ter apenas um agente, sozinho, tomando conta de muitas crianças por uma ou duas horas. Ficando, também sob a responsabilidade deste mesmo agente, a elaboração e execução do planejamento pedagógico, bem como a avaliação do desenvolvimento de sua turma.
    Nós, agentes auxiliares de Creche, nos sentimos em desvio de função, sem qualificação para tal e sem estarmos recebendo o real valor para que estejamos executando esta função.
    Apesar de fazermos parte do Proinfantil (Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício) que é exclusivo para Professores Leigos, o Município do Rio de Janeiro não nos considera profissionais do Magistério.
    O Proinfantil chegou para regularizar a situação do Município do Rio de Janeiro em relação à LDB e assim poder receber os recursos do Fundeb/Fundef e Banco Mundial.
    Sem mais, subscrevemo-nos acreditando que juntos podemos desenvolver uma verdadeira educação que faça a diferença neste país tão assolado pelo descaso com a educação de seu povo.
    AGENTES AUXILIARES DE CRECHE.

    http://professoresdeeducacaoinfantil.blogspot.com/

  2. Vanessa disse:

    Somente muda o endereço…É importante reconhecermos que a luta por uma educação mais justa não é só nossa em Sorocaba e desta forma para mudarmos nossa realidade necessitamos de uma consciência mais crítica e atitudes coerentes. PARABÉNS PELA INICIATIVA!

  3. Antonio F A da Silva disse:

    Reporter da Globo denuncia exploração dos Agentes Auxiliares de Creche do Rio de Janeiro:
    http://migre.me/3Qwgv

  4. maiza carvalho barcelos disse:

    passei no concurso da pref. vitoria-es,para auxiliar de berçario.Devido o fato do concurso ter exigido escolaridade nivel segundo grau,ao decorrer de 2 anos a prefeirura resoveu mudar nossa nomeclatura e equiprar nosso salario ao de assistente administrativo.Mas continuamos pertecendo ao quadro geral,trabalhamos com crianças de 6 messes a 3 anos e quando os professores de outras turmas de4a6 anos vao embora juntamente com pedagogo, diretor temos que ficar com as crianças e nao somos da educaçao. Somos muito discriminadas so pertencemos a educaçao quando e para onus do contrario somos do quadro geral .Estamos muito frustradas pois nos educamos e cuidamos e ganhamos a metade do salario de um “professor” que relativamente educa. obrigado pelo espaço!

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